Archive for janeiro \22\UTC 2012

Mil desculpas para as dúvidas sobre inalação
janeiro 22, 2012

Quero antes pedir mil desculpas pela ausência de respostas no último ano, já que estive envolvida em projetos que me deixaram sem tempo algum para atualizar blog e site.

Agora vendo, são muitas as dúvidas sobre inalação, respiração e resolvi responder num post único que pode beneficiar a todos com mais conhecimento.

Muitas perguntas sobre bebês e inalação, sim os bebês podem fazer inalação com óleos de eucalipto ou lavanda de boa qualidade, recomendo Weleda, e associação com a tapotagem, que consiste em fazer com as mãos uma conchinha e bater nas costas do bebê, criança ou adulto. A força da pressão colocada na tapotagem depende de quem recebe, mas ela é sempre vigorosa, para estimular a circulação. Ainda a pergunta da Andréa de que se pode colocar óleo de eucalipto na água do banho do bebê, sim, enquanto se banha ele vai aspirando.

 No caso da Carla, que tem problemas póstraumáticos, minha indicação além da inalação, que ela deve continuar, é que esta seja sempre associada a respiração lenta e profunda. É aspiração de água e sal que é milenar técnica de higiene nasal com benefícios profundos para todo o aparelho respiratório (passo a  passo,coloque água mineral ou fervida, morna, em um recipiente de no mínimo 10cm de diâmetro, para que você possa colocar ai o seu nariz e aspirar, esta água deve conter uma colher de café rasa de sal para cada copo de água. A água aspirada pelo nariz sairá pela boca; repita várias vezes.) Os bochechos de chá de malva vão resolver o hálito indesejável. Contraste em compressas faciais de Camila quente e geladas também vão ajudar.

A aspiração beneficia  todos os casos de rinite e entupimento nasal e pode ser substituída nas crianças por água e sal no conta gotas colocada nas narinas.

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Oráculo de Delfos
janeiro 16, 2012

O que podemos entender sobre “Conhece-te a ti mesmo”?

“Conhece -te a ti mesmo e tudo com moderação” são frases escritas na porta do oráculo de Delfos, templo dedicado a Apolo, símbolo da harmonia e da virtude para a antiga filosofia grega. A autoria das frases é creditada ao filósofo Sócrates (470 a 399 AC). São duas frases que, se seguidas, quase por si só bastariam para que tivéssemos uma vida de equilíbrio.

O que será que Sócrates queria dizer com “Conhece-te a ti mesmo”?  Provavelmente muito mais do que saber onde você mora, o que faz e sua data de nascimento. Podemos pensar que ele quisesse dizer saiba do que gosta, o que sente, conheça suas qualidades e possibilidades, suas limitações e tentações. Saiba o que o repele ou o encanta, saiba sobre suas virtudes e defeitos, conheça seus talentos. Perceba o que te enfurece, o que te fortalece ou enfraquece. Conheça seus desejos ocultos – ou pelo menos os que você alcança. Entenda o que dá alegria e faz pulsar sua vida, aquilo que, de fato, tem importância na sua vida. E muitas outras coisas profundas a seu respeito.

E mesmo depois de muito pensar, quando achássemos que já estivesse concluído o conhecer a si mesmo, teríamos que rever tudo, já que somos dinâmicos e mutáveis. Ou seja, a pegadinha do sábio é que esta é uma tarefa para a vida toda, pra todo o sempre. Conhece-te a ti mesmo pretende, inclusive, que ao fazer isso podemos ser mais generosos e ter mais compaixão com o sofrimento alheio, já que reconheceremos também o nosso sofrimento. Ser mais tolerante, já que reconheceremos também os nossos defeitos e fraquezas. Quem sabe assim, a partir do conhecimento de si, do reconhecimento das mesmas emoções nos outros, podemos nos relacionar melhor e sermos mais inteiros e felizes.

Como se não bastasse, há ainda o “tudo com moderação”. Podemos entender como não comer demais, não beber demais, não trabalhar demais. Mas mesmo as coisas que julgamos nunca ser demais podem nos surpreender com a deficiência gerada pelo excesso: água demais pode o adoecer, amor demais pode virar obsessão. Quanto mais quente melhor, só no filme antigo e engraçado – porque para nós, hoje, representa o aquecimento global.

Moderação também quer dizer não de menos – comer muito pouco, a ponto de não se nutrir, pode levá-lo a carência alimentar e a adoecer. Moderar é a virtude de permanecer na exata medida, e permanecer na exata medida é tanto para mais quanto para menos, é dosar segundo o necessário.

Me lembra um recomendação tolteca – “Dê o seu melhor em cada coisa que faz – cuja explicação conclui que seu melhor não é o máximo, o que estressa e não deixa energia para outras coisas. Seu melhor é aquilo que você faz com alegria e dentro das suas possibilidades.

Pense mais sobre isso. Com certeza para cada um de nós, indivíduos tão particulares, essas verdades terão representações e reflexões bem pessoais.