Oráculo de Delfos
janeiro 16, 2012

O que podemos entender sobre “Conhece-te a ti mesmo”?

“Conhece -te a ti mesmo e tudo com moderação” são frases escritas na porta do oráculo de Delfos, templo dedicado a Apolo, símbolo da harmonia e da virtude para a antiga filosofia grega. A autoria das frases é creditada ao filósofo Sócrates (470 a 399 AC). São duas frases que, se seguidas, quase por si só bastariam para que tivéssemos uma vida de equilíbrio.

O que será que Sócrates queria dizer com “Conhece-te a ti mesmo”?  Provavelmente muito mais do que saber onde você mora, o que faz e sua data de nascimento. Podemos pensar que ele quisesse dizer saiba do que gosta, o que sente, conheça suas qualidades e possibilidades, suas limitações e tentações. Saiba o que o repele ou o encanta, saiba sobre suas virtudes e defeitos, conheça seus talentos. Perceba o que te enfurece, o que te fortalece ou enfraquece. Conheça seus desejos ocultos – ou pelo menos os que você alcança. Entenda o que dá alegria e faz pulsar sua vida, aquilo que, de fato, tem importância na sua vida. E muitas outras coisas profundas a seu respeito.

E mesmo depois de muito pensar, quando achássemos que já estivesse concluído o conhecer a si mesmo, teríamos que rever tudo, já que somos dinâmicos e mutáveis. Ou seja, a pegadinha do sábio é que esta é uma tarefa para a vida toda, pra todo o sempre. Conhece-te a ti mesmo pretende, inclusive, que ao fazer isso podemos ser mais generosos e ter mais compaixão com o sofrimento alheio, já que reconheceremos também o nosso sofrimento. Ser mais tolerante, já que reconheceremos também os nossos defeitos e fraquezas. Quem sabe assim, a partir do conhecimento de si, do reconhecimento das mesmas emoções nos outros, podemos nos relacionar melhor e sermos mais inteiros e felizes.

Como se não bastasse, há ainda o “tudo com moderação”. Podemos entender como não comer demais, não beber demais, não trabalhar demais. Mas mesmo as coisas que julgamos nunca ser demais podem nos surpreender com a deficiência gerada pelo excesso: água demais pode o adoecer, amor demais pode virar obsessão. Quanto mais quente melhor, só no filme antigo e engraçado – porque para nós, hoje, representa o aquecimento global.

Moderação também quer dizer não de menos – comer muito pouco, a ponto de não se nutrir, pode levá-lo a carência alimentar e a adoecer. Moderar é a virtude de permanecer na exata medida, e permanecer na exata medida é tanto para mais quanto para menos, é dosar segundo o necessário.

Me lembra um recomendação tolteca – “Dê o seu melhor em cada coisa que faz – cuja explicação conclui que seu melhor não é o máximo, o que estressa e não deixa energia para outras coisas. Seu melhor é aquilo que você faz com alegria e dentro das suas possibilidades.

Pense mais sobre isso. Com certeza para cada um de nós, indivíduos tão particulares, essas verdades terão representações e reflexões bem pessoais.

 

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Sabe quando tudo parece estar errado?
novembro 28, 2010

Quem já não passou uma fase onde parece que tudo está fora do lugar? O relacionamento está ruim, crise no trabalho, falta de grana, crise existencial, seu projeto foi rejeitado… É preciso um pouco de jogo de cintura para lidar com as adversidades, mas quando tudo se desarmoniza não sabemos o que fazer e transformamos a situação em uma grande salada – o que só torna tudo ainda mais difícil.

São tantas as tarefas que precisam ser realizadas pra por tudo em ordem que nos sentimos impotentes frente a demanda tão grande. Mas esta sensação não ajuda, e corremos o risco de ficar paralisados, desanimados ou nos transformarmos em vítimas. Nenhuma destas atitudes resolve nossos problemas. Precisamos de calma e organização. Aproveitando estes momentos em que temos que mexer em quase tudo, podemos nos reinventar e dar novos rumos para a vida. Pensar em nossos problemas como desafios e lembrar que eles são temporários. Dimensioná-los. E  mesmo sendo trabalhoso teremos a oportunidade de movimento e transformação.

O que realmente fará diferença é qual vai ser nosso olhar para este panorama, como vamos localizar as brechas de solução contidas em cada um dos problemas. Precisamos nos concentrar nas soluções. Para isso, antes, precisamos dividir em setores e olhar profundamente cada um. No trabalho o problema pode estar ligado à falta de planejamento ou mesmo a seu descontentamento com a atividade que desempenha. Para poder de fato solucionar você precisa antes entender o que acontece, reconhecer onde estão as reais dificuldades. E, assim, também em outros setores: resolver cada parte do problema separadamente.

Somos indivíduos com particularidades muito diferentes. Para alguns estar bem no trabalho pode garantir o humor no relacionamento e facilitar na organização do orçamento, para outros colocar contas em dia traz uma tranqüilidade que o torna mais produtivo no trabalho e sereno no relacionamento, e outros ainda só conseguem ficar bem se estiverem em harmonia no relacionamento e com a família. Saber como você funciona ajuda a priorizar, saber por onde começar para se sentir mais fortalecido.

E é sempre bom lembrar: você é a parte mais importante. Se não estiver bem, não vai conseguir transformar nada. As caminhadas ajudam a manter sua oxigenação cerebral – para poder pensar melhor, diminuir a ansiedade. Então, caminhe rápido e com ritmo durante trinta minutos, pelo menos, todos os dias. É um hábito bom inclusive para ganhar a sensação de movimento, de que as coisas estão andando. E, acima de tudo, tenha paciência. Algumas coisas demoram um pouco pra se resolver, mas outras, com uma mudança de atitude consciente, podem se transformar instantaneamente. Seja sempre otimista, o que não significa fora da realidade.

Artigo originalmente publicado no Jornal MetroNews.

Indo às compras. Mas sem neura
agosto 26, 2010

Você precisa mesmo do que vai comprar?

Na maioria das vezes a compra é movida por um impulso interno que nada tem a ver com o produto adquirido. O que está por trás do consumo? O que de fato queremos comprar?

Compramos coisas, muitas vezes desnecessárias, pra nos sentir mais seguros e poderosos. Mas, e aí? Será que resolve? Temporariamente talvez, mas logo será preciso outra coisa, depois outra e outra. É que a questão básica, a nossa auto-estima, não foi trabalhada. E é isso que realmente precisa ser nutrido. Cuidar melhor do que realmente é essencial, do que de fato precisamos mudar em nós, dentro e fora. Melhorar nossa relação com as pessoas, fazer coisas que nos tragam alegria, coisas que nos façam sentir criativos, produtivos e onde nosso verdadeiro poder pessoal se apresente. Nem um carro possante vai garantir isso, nem um vestido maravilhoso ou mobílias novas vão de fato mudar como me sinto em relação a mim mesmo.

Somos bombardeados por propagandas que nos vendem não margarinas, mas a família feliz, não o novo tênis, mas o corpo perfeito e a juventude, não o modelo novo de um carro, mas o poder. As coisas prometidas não podem ser compradas, elas têm de ser conquistadas. Temos que mudar hábitos, refazer pactos com nossa vida, família e, até, conosco. Reconhecer nossas conquistas, habilidades, nossas características e acreditar em nossos projetos. Apropriar-se do que é bom em nós, valorizar o que temos e transformar o que é preciso mudar.

Epicuro, filósofo grego, dizia sabiamente que para ser feliz é preciso desejar e querer coisas possíveis. Se desejamos coisas fora da realidade vamos nos frustrar. Isso não quer dizer conformismo. Podemos e devemos desejar o melhor para nós em todos os sentidos. Mas desejar o que pode ser realizado. Assim, seremos mais felizes. Dando um novo significado pra vida com valores verdadeiros, dando importância ao que é de fato importante, muitas coisas perderão o sentido, perderão seu falso poder.

Porque poder mesmo, de verdade, é poder optar e saber se é importante ou necessário o que estou adquirindo, se é para meu conforto real ou se estou camuflando coisas que precisam ser vistas.

Nós somos, quase sempre, mais interessantes do que reconhecemos.

(Publicado originalmente no jornal Metrô News / São Paulo –  6/8/2010)

Síndrome da pressa: está correndo do que mesmo?
agosto 26, 2010

Será necessário tanta pressa? É mesmo tão urgente e imediato o que temos a fazer? Precisamos correr tanto e estar tão acelerados? Não seria esta urgência uma fantasia?

Perguntas assim surgem com a informação de uma nova síndrome sendo identificada e estudada por especialistas. Segundo eles, 30% dos brasileiros já sofrem com sintomas decorrentes da Síndrome da Pressa.

Precisamos repensar nossa correria e o desgaste que ela representa. Pensar em como fazer diferente. Andamos apressados, correndo e acelerados como se tudo fosse urgente, mas se você observar perceberá que na maioria das vezes a necessidade da pressa não é real. Algumas pessoas executam tarefas com rapidez, mas isso não quer dizer pressa. Rapidez vem da habilidade e facilidade pra fazer algo. Pressa é outra coisa: é o que leva você a tentar fazer todas as tarefas como se fossem urgentíssimas –e ao mesmo tempo já pensando na tarefa seguinte, correndo e se irritando de forma desproporcional com qualquer espera. Todos já nos sentimos assim em momentos de estresse. Mas isso não pode acontecer o tempo todo.

O hábito da correria desenfreada pode nos levar à síndrome da pressa. Pode também criar outros transtornos –ansiedade, síndrome do pânico, estresse, distúrbios do sono, deficiência digestiva, irritabilidade.

E a pressa é mesmo inimiga da perfeição: perdemos concentração e precisão, esquecemos coisas, nos acidentamos. Com isso, o trabalho sai mal-feito e é preciso refazê-lo. Ao repetir a tarefa, a justificativa de que corremos por ter urgência vai por água abaixo.

Existe hoje uma tendência de querer uma vida mais lenta –uma “slow life”. Cozinhar apreciando, andar pelas ruas podendo olhar as pessoas, ter bons momentos de descanso. Mais ainda: sentar com amigos pra papear sem a sensação de que precisamos estar em outro lugar, namorar sentindo o outro, brincar com os filhos, fazer exercícios sentindo os músculos… Tudo devagar.

Para combater a pressa e não deixá-la se transformar em síndrome, nossa principal aliada é a auto-observação. Estar atentos a nosso comportamento e perceber quando estamos acelerados além da conta. Só assim podemos interferir e desacelerar. A respiração é um recurso importante. Ela consegue alterar positivamente o metabolismo e nos acalmar. O suspiro é um exercício respiratório indicado. Diminui a frequência cardíaca e relaxa. É fácil: respire lento e profundo, inspirando pelo nariz e soltando pela boca com um som de suspiro. A cada respiração, a torne mais lenta e profunda. Faça isso por alguns minutos. Você pode e deve fazê-lo algumas vezes por dia, sempre que se sentir agitado ou acelerado. O suspiro é tão prazeroso que você vai colocá-lo no seu dia-a dia com facilidade.

(Publicado originalmente no jornal Metrô News / São Paulo –  22/7/2010)

O valor da flexibilidade
agosto 26, 2010

Não é incomum a gente ver exemplos do que acontece quando se é rígido demais. Simplesmente quebra.

A derrota do modelo de rigidez excessiva nos ensina uma lição – a do valor da flexibilidade.

A flexibilidade nos faz não ficar apegados a uma única possibilidade – nos faz pensar em coisas novas, em formas diferentes de fazer as mesmas coisas, ampliando nosso olhar e percepção. Só por isso já valeria estimular a nossa flexibilidade. Mas, acredite, ela nos proporciona muito mais.

Nossa relação com a família e com os amigos fica mais leve quando podemos respeitar as opiniões diversas, compreender e aceitar o pensamento diferente que o outro tem. Melhor ainda: podemos respeitar sem mudar o nosso pensamento e discordar sem mudar o pensamento do outro. As pessoas continuam se gostando mesmo pensando diferente.

Ser flexível nos permite mudar de idéia, não ter de nos impor regras rígidas e imutáveis. Podemos mudar nossos projetos, nossas prioridades e nossas metas sempre que repensamos com flexibilidade, e ver diferente do que víamos em outro momento.

Algumas coisas são muito importantes pra nós e delas não queremos abrir mão. Ao mesmo tempo, algumas coisas são também muito importantes para o outro. E aí, que tal o caminho do meio, a negociação, a ponderação, a flexibilidade?

São sempre muitas as formas de sentir, de pensar, de se expressar, de resolver. Sério, pense bem: não é limitado demais imaginar que só o nosso jeito é o certo? Pensar assim só nos limita. A flexibilidade nos faz mais felizes e com menos verdades absolutas.

Flexibilidade ajuda a gente a se adaptar a novas situações e a imprevistos, coisa que não se consegue sendo rígido. Na verdade, não existe adaptação sem flexibilidade. Uma fábula chinesa conta que depois de uma tempestade só o bambu permanece, por ser flexível, enquanto as grandes árvores rígidas se quebram.

E há ainda a flexibilidade do corpo. Nos manter flexíveis fisicamente garante saúde das articulações, dos músculos, nervos e tendões. Alongamentos feitos diariamente de quebra ainda massageiam órgãos internos – e o bom resultado para a saúde é geral. São necessários só alguns minutos por dia.

Então, que tal exercitar sua flexibilidade? Ter mais molejo em sua mente, sua emoção, seu corpo…. Coloque flexibilidade em sua vida. Vai ver como as coisas melhoram – e rápido.

(Publicado originalmente no jornal Metrô News / São Paulo – 8/7/2010)

Da dificuldade de mudar hábitos
outubro 6, 2009

Ouvi um comentário e não pude deixar de dividir com vocês a reflexão. O comentário era de que algumas coisas são fáceis para alguns, mais muito difíceis para outros. E de fato acredito nisso. Para as pessoas que gostam de exercícios, quando falo em caminhadas diárias não parece nada assustador, mas para alguém que não gosta vai ser um verdadeiro esforço.

Nem sempre o que precisamos para nossa saúde ou bem estar é exatamente o que gostamos. Também pra mim, algumas coisas não são exatamente fluidas. E as vezes é muito difícil mudar alguns hábitos, incluir atividades, exercícios, chás, mudar alimentação, privar-se de alimentos que gostamos… Depois, quando conseguimos nos disciplinar e temos resultados, é muito gratificante – são conquistas saborosas.

Isso vale em várias situações. Por exemplo, quando, após introduzir exercícios de respiração, deixamos de ter insônia ou dores de cabeça, que tanto nos  incomodavam. Ou quando os alongamentos nos promovem visivelmente uma postura melhor e nossa coluna pára de doer, percebemos a importância da disciplina.

Ou ainda quando refletimos e resolvemos repensar nossa alimentação, fazendo opções saudáveis, dizendo não aos alimentos tóxicos e sentindo nosso corpo funcionar melhor e nossas medidas diminuírem. Aí sabemos, com certeza, que valeu a pena.

Mas são mudanças que só nós podemos assumir. Estas e todas as mudanças, que dependem só da nossa dedicação, da nossa opção. Tudo que queremos mudar pede trabalho.

E, quer saber? Muitas vezes nos surpreendemos com o prazer de alguma atividade ou com novos sabores e sensações, que não conhecíamos.

Vou continuar insistindo e lembrando as pessoas (e a mim também) que vale a pena acordar mais cedo pra caminhar, fazer exercícios respiratórios, beber água, massagear os pés, tomar chá de camomila…

Dança, a terapia dos deuses
agosto 19, 2009

Você só precisa de música e um espaço relativo, e pode começar até de forma meio desajeitada (ou não). Mas certamente em cinco minutos vai estar alegre e cheia de energia. Aumente e diminua o ritmo, sinta o corpo, rebole, movimente-se toda. Dance até suar!

É um excelente exercício aeróbico e não precisa saber dançar ou ir à academia. Procure variar bastante os movimentos e deixar o corpo bem solto. É muito prazeroso, estimulante e divertido. Só ou acompanhada.

Escalda-pés, muito além do descanso
agosto 12, 2009

O escalda-pés é uma das opções hidroterápicas, e tem ação realmente poderosa.

A aplicação terapêutica vai além do simples descanso dos pés e pernas (o que já é muito bom). Dá um olé na gripe, minimizando significativamente os sintomas. A amidalite também vai pro espaço, crises de reumatismo nos pés e pernas são aliviadas rapidamente (nestes casos pode ser repetida por vários dias) e há várias outras vantagens.

Insônia, má circulação nas pernas, cólicas menstruais, torcicolo e estresse também irão embora. E você só precisa de uma bacia e água quente.

É bem simples. A bacia deve ser funda, para que a água alcance a panturrilha. Comece com a temperatura do corpo e vá acrescentando água quente, lentamente, até o tolerável. O tempo de duração é de 20 a 30 minutos, tomando o cuidado de manter a temperatura da água.

O escalda-pés deve ser feito a noite. Depois, enxugue os pés e durma bem! Lembre que terminais nervosos, nos pés, fazem com que o benefício seja global. Escalda-pé faz bem para a saúde!

Você pode acrescentar na água um punhado de sal grosso, pra aliviar dores nas pernas e cansaço ou um chá forte de camomila para gripes, insônia e relaxamento.  É um cuidado e um carinho que, com certeza, merecemos.

Pés a obra
agosto 12, 2009

São mágicos, os pés. Além de capazes de sustentar em equilíbrio nosso corpo, são expressivos e podem ajudar a manter ou restabelecer o bom funcionamento de órgãos e funções, relaxar e diminuir o estresse. A massagem nos pés é muito simples e, com criatividade, temos quase que infinitas formas de fazê-la. Aqui vão algumas sugestões:

1- Usando óleos aromáticos (lavanda, bétula, rosmarino ou camomila), faça deslizamentos e pressão com as mãos e os polegares. Lembre-se dos dedos: pressione, esfregue e alongue cada dedo. Segure com as duas mãos um de seus pés, os polegares ficam no peito do pé e os outros dedos na planta. Aperte os dedos, com precisão e firmeza, e depois os deslize com suavidade. Firmeza e suavidade, o segredo da massagem. Fique mais tempo nos pontos doloridos, mas sem estressá-los. Pense que a sensibilidade vai diminuindo a cada dia.

2- A bolinha de tênis é sempre bem vinda. Em pé, transfira o peso do corpo para o pé sobre a bolinha, e vá deslizando e alternando mais ou menos pressão. Aproveite a sensação de alongamento e relaxamento. Você pode ter uma bolinha em casa e outra no trabalho. Uma dica valiosa é fazer algumas pausas para pisar na bolinha ou fazê-lo enquanto fala ao telefone, assiste TV, digita aquele relatório sem fim… Mas o melhor mesmo é ter um momento exclusivo, pra observar e curtir.

3- Um pedaço de bambu ou cabo de vassoura de mais ou menos 30 centímetros é tudo que você precisa para uma massagem muito estimulante em seus pés. Comece apoiando no tubo as pontas dos pés, logo após os dedos. Pressione e solte, pressione e solte. Vá mudando devagar o apoio até chegar ao calcanhar.

4- Uma pedra lisa e roliça, tipo seixo rolado, do tamanho de uma mão fechada, é outro instrumento perfeito. Você pode seguir a mesma indicação dada para o bambu: pise e solte, pise e solte, e mude o apoio.

5- Algumas pedrinhas pequenas, ou bolinhas de argila sobre um tapete, também são ótimas. E têm a vantagem de estimular vários pontos. Pise e esfregue os pés sobre elas com suavidade, pra que não seja dolorido.

E vale em qualquer momento: antes do banho, no jardim, na cama com óleos. Experimente: antes de dormir é maravilhoso.

Levando trabalho para casa
agosto 4, 2009

Levar trabalho para casa nem de longe é o ideal. Mas se não teve outra opção, pense em alternativas para minimizar o desgaste. Passo algumas dicas que costumo sugerir no consultório a meus pacientes – e que dão resultado. Confira:

  • Escolha um lugar gostoso da casa – uma janela com vista agradável ou vá para o jardim, uma pracinha próxima, um café
  • Organize seu dia, destinando só um período para trabalhar
  • Pare, de quando em quando, pra alongar ou pra falar com alguém
  • Se precisar do dia todo, pare para almoçar tranquilamente com pessoas que ama
  • Não deixe de fazer suas atividades gostosas do fim de semana ou da noite – você pode voltar ao trabalho depois de uma pausa praticando sua natação, yoga, pilates, caminhada ou o que gosta e costuma praticar

Pode ter certeza,  você vai ficar mais disposto, produtivo e feliz. E não ficará com a sensação de ter perdido todo seu precioso tempo de descanso.