Síndrome da pressa: está correndo do que mesmo?
agosto 26, 2010

Será necessário tanta pressa? É mesmo tão urgente e imediato o que temos a fazer? Precisamos correr tanto e estar tão acelerados? Não seria esta urgência uma fantasia?

Perguntas assim surgem com a informação de uma nova síndrome sendo identificada e estudada por especialistas. Segundo eles, 30% dos brasileiros já sofrem com sintomas decorrentes da Síndrome da Pressa.

Precisamos repensar nossa correria e o desgaste que ela representa. Pensar em como fazer diferente. Andamos apressados, correndo e acelerados como se tudo fosse urgente, mas se você observar perceberá que na maioria das vezes a necessidade da pressa não é real. Algumas pessoas executam tarefas com rapidez, mas isso não quer dizer pressa. Rapidez vem da habilidade e facilidade pra fazer algo. Pressa é outra coisa: é o que leva você a tentar fazer todas as tarefas como se fossem urgentíssimas –e ao mesmo tempo já pensando na tarefa seguinte, correndo e se irritando de forma desproporcional com qualquer espera. Todos já nos sentimos assim em momentos de estresse. Mas isso não pode acontecer o tempo todo.

O hábito da correria desenfreada pode nos levar à síndrome da pressa. Pode também criar outros transtornos –ansiedade, síndrome do pânico, estresse, distúrbios do sono, deficiência digestiva, irritabilidade.

E a pressa é mesmo inimiga da perfeição: perdemos concentração e precisão, esquecemos coisas, nos acidentamos. Com isso, o trabalho sai mal-feito e é preciso refazê-lo. Ao repetir a tarefa, a justificativa de que corremos por ter urgência vai por água abaixo.

Existe hoje uma tendência de querer uma vida mais lenta –uma “slow life”. Cozinhar apreciando, andar pelas ruas podendo olhar as pessoas, ter bons momentos de descanso. Mais ainda: sentar com amigos pra papear sem a sensação de que precisamos estar em outro lugar, namorar sentindo o outro, brincar com os filhos, fazer exercícios sentindo os músculos… Tudo devagar.

Para combater a pressa e não deixá-la se transformar em síndrome, nossa principal aliada é a auto-observação. Estar atentos a nosso comportamento e perceber quando estamos acelerados além da conta. Só assim podemos interferir e desacelerar. A respiração é um recurso importante. Ela consegue alterar positivamente o metabolismo e nos acalmar. O suspiro é um exercício respiratório indicado. Diminui a frequência cardíaca e relaxa. É fácil: respire lento e profundo, inspirando pelo nariz e soltando pela boca com um som de suspiro. A cada respiração, a torne mais lenta e profunda. Faça isso por alguns minutos. Você pode e deve fazê-lo algumas vezes por dia, sempre que se sentir agitado ou acelerado. O suspiro é tão prazeroso que você vai colocá-lo no seu dia-a dia com facilidade.

(Publicado originalmente no jornal Metrô News / São Paulo –  22/7/2010)

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O valor da flexibilidade
agosto 26, 2010

Não é incomum a gente ver exemplos do que acontece quando se é rígido demais. Simplesmente quebra.

A derrota do modelo de rigidez excessiva nos ensina uma lição – a do valor da flexibilidade.

A flexibilidade nos faz não ficar apegados a uma única possibilidade – nos faz pensar em coisas novas, em formas diferentes de fazer as mesmas coisas, ampliando nosso olhar e percepção. Só por isso já valeria estimular a nossa flexibilidade. Mas, acredite, ela nos proporciona muito mais.

Nossa relação com a família e com os amigos fica mais leve quando podemos respeitar as opiniões diversas, compreender e aceitar o pensamento diferente que o outro tem. Melhor ainda: podemos respeitar sem mudar o nosso pensamento e discordar sem mudar o pensamento do outro. As pessoas continuam se gostando mesmo pensando diferente.

Ser flexível nos permite mudar de idéia, não ter de nos impor regras rígidas e imutáveis. Podemos mudar nossos projetos, nossas prioridades e nossas metas sempre que repensamos com flexibilidade, e ver diferente do que víamos em outro momento.

Algumas coisas são muito importantes pra nós e delas não queremos abrir mão. Ao mesmo tempo, algumas coisas são também muito importantes para o outro. E aí, que tal o caminho do meio, a negociação, a ponderação, a flexibilidade?

São sempre muitas as formas de sentir, de pensar, de se expressar, de resolver. Sério, pense bem: não é limitado demais imaginar que só o nosso jeito é o certo? Pensar assim só nos limita. A flexibilidade nos faz mais felizes e com menos verdades absolutas.

Flexibilidade ajuda a gente a se adaptar a novas situações e a imprevistos, coisa que não se consegue sendo rígido. Na verdade, não existe adaptação sem flexibilidade. Uma fábula chinesa conta que depois de uma tempestade só o bambu permanece, por ser flexível, enquanto as grandes árvores rígidas se quebram.

E há ainda a flexibilidade do corpo. Nos manter flexíveis fisicamente garante saúde das articulações, dos músculos, nervos e tendões. Alongamentos feitos diariamente de quebra ainda massageiam órgãos internos – e o bom resultado para a saúde é geral. São necessários só alguns minutos por dia.

Então, que tal exercitar sua flexibilidade? Ter mais molejo em sua mente, sua emoção, seu corpo…. Coloque flexibilidade em sua vida. Vai ver como as coisas melhoram – e rápido.

(Publicado originalmente no jornal Metrô News / São Paulo – 8/7/2010)

Moxabustão, a acupuntura quente
agosto 24, 2009

Os efeitos terapêuticos da acupuntura são obtidos através da estimulação de pontos correspondentes à sedação, estimulação e equilíbrio de órgãos ou funções, usando agulhas. Mas há outras técnicas por meio das quais podemos usar eletroestimulação, laser, sementes, digitopressão, massagem, moxabustão e outros.

A moxa é indicada, mais precisamente, nos casos em que precisamos de mais calor, energia e circulação, ou ainda deslocar calor para algum ponto. É muito eficiente em tendinites, dores musculares, ciatalgia e até problemas menstruais, falta de energia e anemias, entre outras.

De Artemísia Sinensis são feitos os bastões usados em moxabustão. Parecem grandes charutos. O bastão é aceso e aproximado do ponto desejado, respeitando o tempo de tolerância do paciente. Outra forma menos usada é colocando a artemísia sobre uma rodela de gengibre e queimando-a – mas neste caso é preciso muito cuidado para não provocar queimaduras.

É uma técnica bastante eficiente. Espero ter esclarecido aos curiosos de plantão.

Meus atletas de fim de semana
agosto 21, 2009

Domingo à noite atendo o telefone. É um querido que foi pra mais um fim de semana radical, cheio de adrenalina, prazer e esforço muscular excessivo. E sobra um corpo inteiro dolorido e cheio de toxina. Eu não poderia atendê-lo na hora – ele teria que esperar até o dia seguinte. E o que fazer até lá?

Veja o que sugeri a ele – e que pode valer também para você:

1-     Banho quente

2-     Bolsa de água quente

3-     Gel de Arnica

4-     Descanso

5-     No dia seguinte, caminhada leve + banho + bolsa de água quente +  gel de arnica e alongamento leve

No nosso atendimento ele já estava melhor, e complementamos com drenagem, soltura muscular, reorganização da postura (o estrago é sempre grande) e relaxamento.

Se você é um desses atletas de fim de semana, tenha sempre à mão bolsa de água quente e gel de arnica – e, se precisar, estou por aqui.

Pés a obra
agosto 12, 2009

São mágicos, os pés. Além de capazes de sustentar em equilíbrio nosso corpo, são expressivos e podem ajudar a manter ou restabelecer o bom funcionamento de órgãos e funções, relaxar e diminuir o estresse. A massagem nos pés é muito simples e, com criatividade, temos quase que infinitas formas de fazê-la. Aqui vão algumas sugestões:

1- Usando óleos aromáticos (lavanda, bétula, rosmarino ou camomila), faça deslizamentos e pressão com as mãos e os polegares. Lembre-se dos dedos: pressione, esfregue e alongue cada dedo. Segure com as duas mãos um de seus pés, os polegares ficam no peito do pé e os outros dedos na planta. Aperte os dedos, com precisão e firmeza, e depois os deslize com suavidade. Firmeza e suavidade, o segredo da massagem. Fique mais tempo nos pontos doloridos, mas sem estressá-los. Pense que a sensibilidade vai diminuindo a cada dia.

2- A bolinha de tênis é sempre bem vinda. Em pé, transfira o peso do corpo para o pé sobre a bolinha, e vá deslizando e alternando mais ou menos pressão. Aproveite a sensação de alongamento e relaxamento. Você pode ter uma bolinha em casa e outra no trabalho. Uma dica valiosa é fazer algumas pausas para pisar na bolinha ou fazê-lo enquanto fala ao telefone, assiste TV, digita aquele relatório sem fim… Mas o melhor mesmo é ter um momento exclusivo, pra observar e curtir.

3- Um pedaço de bambu ou cabo de vassoura de mais ou menos 30 centímetros é tudo que você precisa para uma massagem muito estimulante em seus pés. Comece apoiando no tubo as pontas dos pés, logo após os dedos. Pressione e solte, pressione e solte. Vá mudando devagar o apoio até chegar ao calcanhar.

4- Uma pedra lisa e roliça, tipo seixo rolado, do tamanho de uma mão fechada, é outro instrumento perfeito. Você pode seguir a mesma indicação dada para o bambu: pise e solte, pise e solte, e mude o apoio.

5- Algumas pedrinhas pequenas, ou bolinhas de argila sobre um tapete, também são ótimas. E têm a vantagem de estimular vários pontos. Pise e esfregue os pés sobre elas com suavidade, pra que não seja dolorido.

E vale em qualquer momento: antes do banho, no jardim, na cama com óleos. Experimente: antes de dormir é maravilhoso.