Indo às compras. Mas sem neura
agosto 26, 2010

Você precisa mesmo do que vai comprar?

Na maioria das vezes a compra é movida por um impulso interno que nada tem a ver com o produto adquirido. O que está por trás do consumo? O que de fato queremos comprar?

Compramos coisas, muitas vezes desnecessárias, pra nos sentir mais seguros e poderosos. Mas, e aí? Será que resolve? Temporariamente talvez, mas logo será preciso outra coisa, depois outra e outra. É que a questão básica, a nossa auto-estima, não foi trabalhada. E é isso que realmente precisa ser nutrido. Cuidar melhor do que realmente é essencial, do que de fato precisamos mudar em nós, dentro e fora. Melhorar nossa relação com as pessoas, fazer coisas que nos tragam alegria, coisas que nos façam sentir criativos, produtivos e onde nosso verdadeiro poder pessoal se apresente. Nem um carro possante vai garantir isso, nem um vestido maravilhoso ou mobílias novas vão de fato mudar como me sinto em relação a mim mesmo.

Somos bombardeados por propagandas que nos vendem não margarinas, mas a família feliz, não o novo tênis, mas o corpo perfeito e a juventude, não o modelo novo de um carro, mas o poder. As coisas prometidas não podem ser compradas, elas têm de ser conquistadas. Temos que mudar hábitos, refazer pactos com nossa vida, família e, até, conosco. Reconhecer nossas conquistas, habilidades, nossas características e acreditar em nossos projetos. Apropriar-se do que é bom em nós, valorizar o que temos e transformar o que é preciso mudar.

Epicuro, filósofo grego, dizia sabiamente que para ser feliz é preciso desejar e querer coisas possíveis. Se desejamos coisas fora da realidade vamos nos frustrar. Isso não quer dizer conformismo. Podemos e devemos desejar o melhor para nós em todos os sentidos. Mas desejar o que pode ser realizado. Assim, seremos mais felizes. Dando um novo significado pra vida com valores verdadeiros, dando importância ao que é de fato importante, muitas coisas perderão o sentido, perderão seu falso poder.

Porque poder mesmo, de verdade, é poder optar e saber se é importante ou necessário o que estou adquirindo, se é para meu conforto real ou se estou camuflando coisas que precisam ser vistas.

Nós somos, quase sempre, mais interessantes do que reconhecemos.

(Publicado originalmente no jornal Metrô News / São Paulo –  6/8/2010)

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O valor da flexibilidade
agosto 26, 2010

Não é incomum a gente ver exemplos do que acontece quando se é rígido demais. Simplesmente quebra.

A derrota do modelo de rigidez excessiva nos ensina uma lição – a do valor da flexibilidade.

A flexibilidade nos faz não ficar apegados a uma única possibilidade – nos faz pensar em coisas novas, em formas diferentes de fazer as mesmas coisas, ampliando nosso olhar e percepção. Só por isso já valeria estimular a nossa flexibilidade. Mas, acredite, ela nos proporciona muito mais.

Nossa relação com a família e com os amigos fica mais leve quando podemos respeitar as opiniões diversas, compreender e aceitar o pensamento diferente que o outro tem. Melhor ainda: podemos respeitar sem mudar o nosso pensamento e discordar sem mudar o pensamento do outro. As pessoas continuam se gostando mesmo pensando diferente.

Ser flexível nos permite mudar de idéia, não ter de nos impor regras rígidas e imutáveis. Podemos mudar nossos projetos, nossas prioridades e nossas metas sempre que repensamos com flexibilidade, e ver diferente do que víamos em outro momento.

Algumas coisas são muito importantes pra nós e delas não queremos abrir mão. Ao mesmo tempo, algumas coisas são também muito importantes para o outro. E aí, que tal o caminho do meio, a negociação, a ponderação, a flexibilidade?

São sempre muitas as formas de sentir, de pensar, de se expressar, de resolver. Sério, pense bem: não é limitado demais imaginar que só o nosso jeito é o certo? Pensar assim só nos limita. A flexibilidade nos faz mais felizes e com menos verdades absolutas.

Flexibilidade ajuda a gente a se adaptar a novas situações e a imprevistos, coisa que não se consegue sendo rígido. Na verdade, não existe adaptação sem flexibilidade. Uma fábula chinesa conta que depois de uma tempestade só o bambu permanece, por ser flexível, enquanto as grandes árvores rígidas se quebram.

E há ainda a flexibilidade do corpo. Nos manter flexíveis fisicamente garante saúde das articulações, dos músculos, nervos e tendões. Alongamentos feitos diariamente de quebra ainda massageiam órgãos internos – e o bom resultado para a saúde é geral. São necessários só alguns minutos por dia.

Então, que tal exercitar sua flexibilidade? Ter mais molejo em sua mente, sua emoção, seu corpo…. Coloque flexibilidade em sua vida. Vai ver como as coisas melhoram – e rápido.

(Publicado originalmente no jornal Metrô News / São Paulo – 8/7/2010)

Meus atletas de fim de semana
agosto 21, 2009

Domingo à noite atendo o telefone. É um querido que foi pra mais um fim de semana radical, cheio de adrenalina, prazer e esforço muscular excessivo. E sobra um corpo inteiro dolorido e cheio de toxina. Eu não poderia atendê-lo na hora – ele teria que esperar até o dia seguinte. E o que fazer até lá?

Veja o que sugeri a ele – e que pode valer também para você:

1-     Banho quente

2-     Bolsa de água quente

3-     Gel de Arnica

4-     Descanso

5-     No dia seguinte, caminhada leve + banho + bolsa de água quente +  gel de arnica e alongamento leve

No nosso atendimento ele já estava melhor, e complementamos com drenagem, soltura muscular, reorganização da postura (o estrago é sempre grande) e relaxamento.

Se você é um desses atletas de fim de semana, tenha sempre à mão bolsa de água quente e gel de arnica – e, se precisar, estou por aqui.

Dança, a terapia dos deuses
agosto 19, 2009

Você só precisa de música e um espaço relativo, e pode começar até de forma meio desajeitada (ou não). Mas certamente em cinco minutos vai estar alegre e cheia de energia. Aumente e diminua o ritmo, sinta o corpo, rebole, movimente-se toda. Dance até suar!

É um excelente exercício aeróbico e não precisa saber dançar ou ir à academia. Procure variar bastante os movimentos e deixar o corpo bem solto. É muito prazeroso, estimulante e divertido. Só ou acompanhada.

Pés a obra
agosto 12, 2009

São mágicos, os pés. Além de capazes de sustentar em equilíbrio nosso corpo, são expressivos e podem ajudar a manter ou restabelecer o bom funcionamento de órgãos e funções, relaxar e diminuir o estresse. A massagem nos pés é muito simples e, com criatividade, temos quase que infinitas formas de fazê-la. Aqui vão algumas sugestões:

1- Usando óleos aromáticos (lavanda, bétula, rosmarino ou camomila), faça deslizamentos e pressão com as mãos e os polegares. Lembre-se dos dedos: pressione, esfregue e alongue cada dedo. Segure com as duas mãos um de seus pés, os polegares ficam no peito do pé e os outros dedos na planta. Aperte os dedos, com precisão e firmeza, e depois os deslize com suavidade. Firmeza e suavidade, o segredo da massagem. Fique mais tempo nos pontos doloridos, mas sem estressá-los. Pense que a sensibilidade vai diminuindo a cada dia.

2- A bolinha de tênis é sempre bem vinda. Em pé, transfira o peso do corpo para o pé sobre a bolinha, e vá deslizando e alternando mais ou menos pressão. Aproveite a sensação de alongamento e relaxamento. Você pode ter uma bolinha em casa e outra no trabalho. Uma dica valiosa é fazer algumas pausas para pisar na bolinha ou fazê-lo enquanto fala ao telefone, assiste TV, digita aquele relatório sem fim… Mas o melhor mesmo é ter um momento exclusivo, pra observar e curtir.

3- Um pedaço de bambu ou cabo de vassoura de mais ou menos 30 centímetros é tudo que você precisa para uma massagem muito estimulante em seus pés. Comece apoiando no tubo as pontas dos pés, logo após os dedos. Pressione e solte, pressione e solte. Vá mudando devagar o apoio até chegar ao calcanhar.

4- Uma pedra lisa e roliça, tipo seixo rolado, do tamanho de uma mão fechada, é outro instrumento perfeito. Você pode seguir a mesma indicação dada para o bambu: pise e solte, pise e solte, e mude o apoio.

5- Algumas pedrinhas pequenas, ou bolinhas de argila sobre um tapete, também são ótimas. E têm a vantagem de estimular vários pontos. Pise e esfregue os pés sobre elas com suavidade, pra que não seja dolorido.

E vale em qualquer momento: antes do banho, no jardim, na cama com óleos. Experimente: antes de dormir é maravilhoso.