Sabe quando tudo parece estar errado?
novembro 28, 2010

Quem já não passou uma fase onde parece que tudo está fora do lugar? O relacionamento está ruim, crise no trabalho, falta de grana, crise existencial, seu projeto foi rejeitado… É preciso um pouco de jogo de cintura para lidar com as adversidades, mas quando tudo se desarmoniza não sabemos o que fazer e transformamos a situação em uma grande salada – o que só torna tudo ainda mais difícil.

São tantas as tarefas que precisam ser realizadas pra por tudo em ordem que nos sentimos impotentes frente a demanda tão grande. Mas esta sensação não ajuda, e corremos o risco de ficar paralisados, desanimados ou nos transformarmos em vítimas. Nenhuma destas atitudes resolve nossos problemas. Precisamos de calma e organização. Aproveitando estes momentos em que temos que mexer em quase tudo, podemos nos reinventar e dar novos rumos para a vida. Pensar em nossos problemas como desafios e lembrar que eles são temporários. Dimensioná-los. E  mesmo sendo trabalhoso teremos a oportunidade de movimento e transformação.

O que realmente fará diferença é qual vai ser nosso olhar para este panorama, como vamos localizar as brechas de solução contidas em cada um dos problemas. Precisamos nos concentrar nas soluções. Para isso, antes, precisamos dividir em setores e olhar profundamente cada um. No trabalho o problema pode estar ligado à falta de planejamento ou mesmo a seu descontentamento com a atividade que desempenha. Para poder de fato solucionar você precisa antes entender o que acontece, reconhecer onde estão as reais dificuldades. E, assim, também em outros setores: resolver cada parte do problema separadamente.

Somos indivíduos com particularidades muito diferentes. Para alguns estar bem no trabalho pode garantir o humor no relacionamento e facilitar na organização do orçamento, para outros colocar contas em dia traz uma tranqüilidade que o torna mais produtivo no trabalho e sereno no relacionamento, e outros ainda só conseguem ficar bem se estiverem em harmonia no relacionamento e com a família. Saber como você funciona ajuda a priorizar, saber por onde começar para se sentir mais fortalecido.

E é sempre bom lembrar: você é a parte mais importante. Se não estiver bem, não vai conseguir transformar nada. As caminhadas ajudam a manter sua oxigenação cerebral – para poder pensar melhor, diminuir a ansiedade. Então, caminhe rápido e com ritmo durante trinta minutos, pelo menos, todos os dias. É um hábito bom inclusive para ganhar a sensação de movimento, de que as coisas estão andando. E, acima de tudo, tenha paciência. Algumas coisas demoram um pouco pra se resolver, mas outras, com uma mudança de atitude consciente, podem se transformar instantaneamente. Seja sempre otimista, o que não significa fora da realidade.

Artigo originalmente publicado no Jornal MetroNews.

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Síndrome da pressa: está correndo do que mesmo?
agosto 26, 2010

Será necessário tanta pressa? É mesmo tão urgente e imediato o que temos a fazer? Precisamos correr tanto e estar tão acelerados? Não seria esta urgência uma fantasia?

Perguntas assim surgem com a informação de uma nova síndrome sendo identificada e estudada por especialistas. Segundo eles, 30% dos brasileiros já sofrem com sintomas decorrentes da Síndrome da Pressa.

Precisamos repensar nossa correria e o desgaste que ela representa. Pensar em como fazer diferente. Andamos apressados, correndo e acelerados como se tudo fosse urgente, mas se você observar perceberá que na maioria das vezes a necessidade da pressa não é real. Algumas pessoas executam tarefas com rapidez, mas isso não quer dizer pressa. Rapidez vem da habilidade e facilidade pra fazer algo. Pressa é outra coisa: é o que leva você a tentar fazer todas as tarefas como se fossem urgentíssimas –e ao mesmo tempo já pensando na tarefa seguinte, correndo e se irritando de forma desproporcional com qualquer espera. Todos já nos sentimos assim em momentos de estresse. Mas isso não pode acontecer o tempo todo.

O hábito da correria desenfreada pode nos levar à síndrome da pressa. Pode também criar outros transtornos –ansiedade, síndrome do pânico, estresse, distúrbios do sono, deficiência digestiva, irritabilidade.

E a pressa é mesmo inimiga da perfeição: perdemos concentração e precisão, esquecemos coisas, nos acidentamos. Com isso, o trabalho sai mal-feito e é preciso refazê-lo. Ao repetir a tarefa, a justificativa de que corremos por ter urgência vai por água abaixo.

Existe hoje uma tendência de querer uma vida mais lenta –uma “slow life”. Cozinhar apreciando, andar pelas ruas podendo olhar as pessoas, ter bons momentos de descanso. Mais ainda: sentar com amigos pra papear sem a sensação de que precisamos estar em outro lugar, namorar sentindo o outro, brincar com os filhos, fazer exercícios sentindo os músculos… Tudo devagar.

Para combater a pressa e não deixá-la se transformar em síndrome, nossa principal aliada é a auto-observação. Estar atentos a nosso comportamento e perceber quando estamos acelerados além da conta. Só assim podemos interferir e desacelerar. A respiração é um recurso importante. Ela consegue alterar positivamente o metabolismo e nos acalmar. O suspiro é um exercício respiratório indicado. Diminui a frequência cardíaca e relaxa. É fácil: respire lento e profundo, inspirando pelo nariz e soltando pela boca com um som de suspiro. A cada respiração, a torne mais lenta e profunda. Faça isso por alguns minutos. Você pode e deve fazê-lo algumas vezes por dia, sempre que se sentir agitado ou acelerado. O suspiro é tão prazeroso que você vai colocá-lo no seu dia-a dia com facilidade.

(Publicado originalmente no jornal Metrô News / São Paulo –  22/7/2010)

O valor da flexibilidade
agosto 26, 2010

Não é incomum a gente ver exemplos do que acontece quando se é rígido demais. Simplesmente quebra.

A derrota do modelo de rigidez excessiva nos ensina uma lição – a do valor da flexibilidade.

A flexibilidade nos faz não ficar apegados a uma única possibilidade – nos faz pensar em coisas novas, em formas diferentes de fazer as mesmas coisas, ampliando nosso olhar e percepção. Só por isso já valeria estimular a nossa flexibilidade. Mas, acredite, ela nos proporciona muito mais.

Nossa relação com a família e com os amigos fica mais leve quando podemos respeitar as opiniões diversas, compreender e aceitar o pensamento diferente que o outro tem. Melhor ainda: podemos respeitar sem mudar o nosso pensamento e discordar sem mudar o pensamento do outro. As pessoas continuam se gostando mesmo pensando diferente.

Ser flexível nos permite mudar de idéia, não ter de nos impor regras rígidas e imutáveis. Podemos mudar nossos projetos, nossas prioridades e nossas metas sempre que repensamos com flexibilidade, e ver diferente do que víamos em outro momento.

Algumas coisas são muito importantes pra nós e delas não queremos abrir mão. Ao mesmo tempo, algumas coisas são também muito importantes para o outro. E aí, que tal o caminho do meio, a negociação, a ponderação, a flexibilidade?

São sempre muitas as formas de sentir, de pensar, de se expressar, de resolver. Sério, pense bem: não é limitado demais imaginar que só o nosso jeito é o certo? Pensar assim só nos limita. A flexibilidade nos faz mais felizes e com menos verdades absolutas.

Flexibilidade ajuda a gente a se adaptar a novas situações e a imprevistos, coisa que não se consegue sendo rígido. Na verdade, não existe adaptação sem flexibilidade. Uma fábula chinesa conta que depois de uma tempestade só o bambu permanece, por ser flexível, enquanto as grandes árvores rígidas se quebram.

E há ainda a flexibilidade do corpo. Nos manter flexíveis fisicamente garante saúde das articulações, dos músculos, nervos e tendões. Alongamentos feitos diariamente de quebra ainda massageiam órgãos internos – e o bom resultado para a saúde é geral. São necessários só alguns minutos por dia.

Então, que tal exercitar sua flexibilidade? Ter mais molejo em sua mente, sua emoção, seu corpo…. Coloque flexibilidade em sua vida. Vai ver como as coisas melhoram – e rápido.

(Publicado originalmente no jornal Metrô News / São Paulo – 8/7/2010)

Levando trabalho para casa
agosto 4, 2009

Levar trabalho para casa nem de longe é o ideal. Mas se não teve outra opção, pense em alternativas para minimizar o desgaste. Passo algumas dicas que costumo sugerir no consultório a meus pacientes – e que dão resultado. Confira:

  • Escolha um lugar gostoso da casa – uma janela com vista agradável ou vá para o jardim, uma pracinha próxima, um café
  • Organize seu dia, destinando só um período para trabalhar
  • Pare, de quando em quando, pra alongar ou pra falar com alguém
  • Se precisar do dia todo, pare para almoçar tranquilamente com pessoas que ama
  • Não deixe de fazer suas atividades gostosas do fim de semana ou da noite – você pode voltar ao trabalho depois de uma pausa praticando sua natação, yoga, pilates, caminhada ou o que gosta e costuma praticar

Pode ter certeza,  você vai ficar mais disposto, produtivo e feliz. E não ficará com a sensação de ter perdido todo seu precioso tempo de descanso.